O primeiro número não é o salário
Organização começa pelo dinheiro efetivamente recebido e disponível. Salário bruto, limite do cartão e cheque especial não são renda utilizável no orçamento.
Considere entradas previsíveis separadas das ocasionais. Uma renda extra pode ajudar, mas não deve sustentar uma despesa fixa se não houver segurança de que continuará chegando.
- Renda recorrente: valores líquidos que costumam entrar todo mês.
- Renda variável: comissões, trabalhos avulsos e outras entradas incertas.
- Recursos de terceiros: crédito disponível, empréstimos e limites — não são renda.
Use registros, não memória
Extratos bancários, faturas e comprovantes mostram o que realmente aconteceu. Reúna ao menos um ciclo completo de recebimentos e pagamentos; quanto maior a variação da renda, mais importante observar meses diferentes.
O método recomendado pelo Banco Central passa por planejamento, registro, agrupamento e avaliação. O diagnóstico é concluído quando cada saída tem valor, data e categoria.
Feche a equação do mês
Subtraia todas as saídas das entradas efetivas. Resultado positivo é sobra; resultado negativo é déficit. Transferir a diferença para o cartão ou cheque especial não elimina o déficit — apenas adia e encarece o problema.